Ela entrou no quarto e meu viu. Estava me masturbando em pé com o som tocando Belle e Sebastian tocando nas alturas. Parecia uma dança de apelo erótico mal sucedida aquele contorcionismo que eu estava fazendo.
Enquanto tentava me recompor, ela mexia calmamente em sua pequena bolsa. De lá sacou uma pequena pistola Beretta 950 B, calibre 6,35. Tão coisa de mulher como baton ou menstruação.
Tentei tabar o buraco que jorrava sangue como um chafariz. Minhas mãos ficaram imundas e esparramei o fluído pelo meu rosto como uma máscara. Rolei no chão como um epilético babando meu prório sangue e sujando todo o carpete. O desenho no chão era engraçado e quase dá vontade de rir. Se não doesse tanto.
Um tiro logo no fêmur, bem no fêmur, que junto com o coração é o lugar onde mais dói.